Etnias de Ealetra

Aborada

Aborada é o povo nativo da região onde Jangunaray agora está. Pouco se sabe sobre sua origem, e a terra onde vivem deixa pouca margem para estudo. Tudo que se sabe é o que o governo de Jangunaray divulga para as Academias Urbani.
Eles tem uma pele de tom cinza claro, e olhos igualmente em tons de cinza. Sua esclera parece ser um tom cinza.
Os homens são em geral altos e corpulentos, e as mulheres, raramente vistas mesmo nos portos e cidades grandes de Jangunaray, são esguias e de baixa estatura. Eles costumam a manter cabelos e pelos naturalmente, amarrando-os de formas artísticas e cuidando de sua aparência, mas raramente removendo-os ou aparando-os.
Na sociedade de Jangunaray os Aborada são encontrados em lugares onde o comércio, supervisão e atividades similares, e o estilo de vida deles diz muito pouco de sua renda. Os poucos viajantes em Jangunaray atestam que mercadores ricos e empregados de doca Aborada tem um comportamento, jeito de falar e vestir muito similar.
Eles raramente são encontrados fora da Jangunaray.

Anoa

A versão mais aceita e a que é usada pelo próprio povo Anoa é que eles são descendentes de Harata que chegaram à região de Jangunaray em um passado distante, e sem a tecnologia necessária para deixar a região, evoluíram para viver nela, gerando as características que diferenciam os Anoa dos Harata.
Grande parte do povo de Ealetra nunca encontrou um Anoa até muito recentemente quando eles passaram a integrar times de pesquisa na Fáscia de Seldanar, e o comércio com Jangunaray tornou-se mais comum.
Sua adaptação para viver na região que vivem, ao contrário dos nativos Aborada, os fez praticamente albinos, e muito sensíveis à luz do sol. Assim como os Aborada, eles são reservados, mas homens e mulheres Anoa são geralmente esguios e de baixa estatura. 

Harata

Harata é um dos povos mais antigos de Ealetra, traçando sua origem diretamente da diáspora humana durante o recesso das águas.
Segundo a teoria mais aceita, o povo Arata deixou o Vale do Silício quando as águas começaram a receder, e rumaram para o sul com a promessa de terras vastas e águas calmas. Esse grupo deu origem à três etnias de Ealetra, os Harata sendo uma delas.
É discutível se os Marata se instalaram no sul de Purvatara, e deles originaram-se or Harata, ou se eles dividiram-se logo que encontraram as terras que procuravam.
Independente, os Harata tornaram-se um povo dos mares. Durante milênios eles viveram em barcos e vilarejos costeiros que eram erguidos e abandonados e reutilizados com frequência.
O corpo Harata típico é um reflexo dessa aceita origem. Eles em geral tem a pele de tom escuro, fosco, e olhos castanho claros. Seus cabelos em geral são ondulados, bem escuros e brilhosos. Homens e mulheres tem uma estatura similar, são em sua imensa maioria esguios e de braços e pernas mais longos comparados com outras etnias.
Talvez por essa origem, ou talvez simplesmente pelo costume, Harata em geral tem uma tolerância ao álcool e ao açúcar como nenhuma outra em Ealetra.
Também em acordo com essa origem, Harata de ascendência puramente Harata pertencem a um tipo de comunidade que eleva sua ascendência ao nível de nacionalidade e cultura. Mesmo quando em grupos políticos ou sociais diferentes, ou antagônicos, Harata em geral posiciona-se com um respeito à sua origem. Essa cultura faz com que também possam reconhecer-se entre eles.
Harata como etnia tem sempre um tipo de carisma, e facilidade com socialização e contato pessoal que beira o preternatural. Essa é outra forma que um Harata conhece outro Harata.
Apesar disso, eles são em geral protecionistas de seu sangue, preferindo ter filhos com outros Harata, e evitando ao máximo constituir família fora de sua etnia.
Essa é uma prática tão enraizada entre eles, que a imensa maioria dos Harata cultiva o conhecimento de técnicas e remédios naturais e alquímicos para funcionar como contraceptivos naturais.
De todas as etnias em Ealetra, os Harata são os que mais se destacam na consciência coletiva dos outros povos, porque suas particularidades os fazem únicos de diversas maneiras. 

Marata

Segundo a teoria mais aceita, o povo Arata deixou o Vale do Silício quando as águas começaram a receder, e rumaram para o sul com a promessa de terras vastas e águas calmas. Esse grupo deu origem à três etnias de Ealetra, os Marata sendo uma delas.
Os Marata se instalaram no sul de Purvatara, e ali permaneceram, com sua natureza combativa e territorial, conservaram-se únicos por muitos séculos. 
A região sul de Purvatara é um planalto, seco e quente, o que definiu como seus corpos evoluíram para adaptar-se. Peles grossas, escuras, cabelos bem ondulados, escuros, e olhos castanho escuros.
Os Marata conservaram um estilo de vida nômade, segregado em clãs, e uma cultura isolacionista, sem uma nação de verdade, mas muito protetores de seu território, tornando a etnia Marata tão isolada quanto a dos Harata.
O homem Marata em geral tem o corpo grande, não alto nem particularmente gordo, mas uma forma atarracada. A mulher é geralmente de estatura baixa, com generosa gordura acumulada, e curvas bem distintas. Sua cultura de segregação de gênero em tarefas e expectativas faz com que através de seleção social e pressão ambiental, seus corpos fossem acentuando suas características ao longo do tempo.
Existem duas linhas da etnia Marata em Ealetra. Uma é a dos Beruanos, nômades tecnocratas dedicados a criação de animais e cultivo de tecnologia, e outra, mais selvagem e primitiva, isolada em uma região no sul do Beru.
Eles são aparentemente similares, mas a cultura e visão de mundo os fazem distintos o suficiente para nunca serem confundidos. 

Onatra

É conhecida como mais direta descendência dos povos que primeiro colonizaram as montanhas de Avéria quando elas eram ainda ilhas durante o dilúvio.
Geralmente altos, fortes, mas com pouca tendência a acumular gordura, eles tem pele e olhos claros, cabelos louros até quase brancos.
Em sua grande maioria, Onatra vivem na Federação Erítria. Mas eles podem ser encontrados em outros lugares, como piratas nos mares do sul, ou dissidentes no Vale do Silício. 

Sangamani

A etnia mais elusiva para qualquer acadêmico em Ealetra. Raros Sangamani falam de sua terra quando saem dela. Raros Sangamani saem dela. E raros os estrangeiros que sobrevivem a entrada em Sangamá, o deserto que cobre a metade sul da Purvatara.
Pelos testemunhos casuais de Sangamani vivendo como mercenários em outras terras, o povo ali não tem nações, estruturas nacionais ou identidades culturas fora as inferidas por suas similaridades.
Sangamani tem a pele escura, um tom como nenhuma outra etnia em Ealetra. Eles tem uma maneira particular de falar, que é causada por sua excessiva e densa massa muscular, mesmo nas mulheres. Apesar de esguias e de mais baixa estatura, seguem sendo bem fortes e encorpadas, além de muito pouca gordura corporal.
Os homens Sangamani, por outro lado, todos os conhecidos e classificados pelos acadêmicos e descritos por todos que falam deles, são maiores que Onatra tanto em tamanho quanto massa muscular. São particularmente fortes mesmo quando comparados peso e volume. 
Sangamani sozinhos são vistos raramente. Eles sempre estão em pares homem e mulher, mesmo que sem nenhum tipo de relacionamento íntimo. Eles nunca se afastam muito.
Nas terras onde a maioria dos Sangamani vive, Sangamá, ninguém sabe realmente como se organizam, apenas que famílias são o principal ponto de organização social, nada pode ser inferido como regra geral.
A única coisa que sabem é que qualquer Sangamani que deixa Sangamá não volta mais, por nenhuma razão, e que apenas alguns Harata são conhecidos por entrar e sair de Sangamá vivos, porém nunca falam do que fazem ou de como é a região. 

Silvani

Os Silvani são considerados por qualquer estimativa, um dos povos mais antigos de Ealetra depois do dilúvio. Eles são conhecidos por terem saído do Vale do Silício e ter colonizado o noroeste de Purvatara ainda quando as águas faziam daquela região um conjunto de ilhas.
Seus conflitos territoriais com o povo de Avéria, que daria origem aos Onatra e Carpata é um fato conhecido pelos historiadores de Ealetra.
Segundo a teoria mais aceita, o povo Silvani originou-se antes do dilúvio, e sobreviveu no Vale durante toda a sua duração, pois sua adaptação não é condizente com a vida no Vale, nem com a região que depois habitaram, sendo completamente distinta de outros grupos humanos.
Sua pele é clara, mas apresenta uma quantidade mais alta de um tipo específico de melanina que a faz ter uma cor diferente da pele Onatra ou Carpata. Além disso, é uma pele de consistência distinta, sendo adaptada à exposição ao sol de uma forma diferente da pele dos Harata e Marata. O epicanto, uma pele que cobre parcial ou totalmente a saída lacrimal, e a falta da dobra na pálpebra superior, ausente em outros grupos humanos, os faz muito diferentes, mesmo quando outras características são similares.
Essa aparência denota que eles evoluíram para sobreviver em lugares com luminosidade alta, ventos fortes, e campos abertos. A única explicação para sua adaptação contrária à todos os outros grupos humanos reside em eles terem vivido em algum tipo de clima e bioma que não existe mais em Ealetra.
Isolacionistas e originalmente xenófobos, os Silvani raramente encontravam-se em contato com outros povos que não fosse em guerra. Os primeiros registros de contato com Silvani para quase todos os outros povos em Ealetra era sempre um ataque ou algum tipo de invasão, seja em número ou algum explorador procurando um lugar para depois seus guerreiros atacarem.
Pelo fato de serem a etnia mais claramente identificável de Ealetra, e a única que na rara ocasião de gerar descendentes multiétnicos eles sempre carregam as características únicas Silvani, sua gente sofreu e sofre com a segregação e o legado de seus antepassados, de violência e intolerância.

Urbani

Durante a antiguidade Silvani, seu povo era dividido pelo dom que acreditavam ser dado pela natureza à um Silvani "nobre". Esses dons eram Coragem, Criação, Conhecimento, Serenidade e Sabedoria.
A Cidade do Conhecimento era construída sob a tutela de nobres reconhecidos por sua maestria sobre as regras da causalidade. Seus nobres eram pessoas notáveis em reconhecer os padrões do mundo.
Essa cidade em um momento viu-se sem outros recursos que não fugir da nação Silvani, quando as águas do dilúvio ainda nem haviam recedido para o nível da modern Ealetra, rumando para Oeste, em direção ao continente de Pasvara, que ancestrais Silvani tentaram colonizar mas foram recebidos pelos guerreiros formidáveis conhecidos posteriormente como Sangamani.
Não se sabe se houve um acordo, ou uma instrução, ou mesmo comunicação, mas suspeitam muitos historiadores que a Cidade do Conhecimento já tinha conexões com os Harata que viajavam pelos mares como um povo relativamente primitivo em relação aos Silvani, mas muito capaz em navegação e exploração.
Em qualquer das hipóteses, o que é sabido é que ao rumarem para Oeste, ao continente de Pasvara, a cidade do Conhecimento se desligou de sua identidade Silvani, e passaram a ser conhecidos como Urbani, em contraste com o povo que deixaram na Floresta de Tirayon. Ambos os nomes são usados em retrocesso para estudo, mas foram criados pelos Urbani e pelos Harata durante as centenas de anos em que os Harata e os Urbani se juntaram para criar um elo diplomático entre os povos de Ealetra que mostravam-se razoáveis. 
Os Urbani desde então adaptaram-se à vida em sua nova nação, onde construíam formidáveis torres de pedra e metal, e aos poucos começaram a mudar como resultado do estilo de vida e da localização diferente.
Apesar de ainda carregarem as características dos olhos e da pele em comum com os Silvani, os Urbani em geral tem cabelos negros mais finos que de seus 'primos genéticos' Silvani, e seus olhos são em grande maioria azuis, com alguns Urbani raros com olhos verdes. Sua pele não é tão densa quanto a dos Silvani, pela mudança de clima e estilo de vida. 

Varta

Os Varta foram por muito tempo uma mítica etnia da antiguidade de Ealetra, acreditada extinta pela falta de evidência de sua existência presente, mas relatos e evidência documental de sua atividade no passado distante.
Acredita-se que os Varta eram ou adaptados como os Silvani por biomas que não existem mais em Ealetra, ou eram ancestrais dos Silvani. Dada a guerra e a animosidade contra os Silvani, muito pouco existe em termos de estudo, e a maior parte é conservada pelos Urbani, como teorias e traços da antiguidade.
Foi apenas algumas décadas antes da criação do consórcio que o General Anatoli Gromov comandou um batalhão completo da Armada para dentro do Vale do Silício para recuperar pessoal e armamento roubado pelos dissidentes, e enfrentou um comandante Varta em combate, provando que eles ainda viviam no Vale.
Essa foi inclusive uma das razões da proposta de criação do Consórcio, e subsequentes missões que indicaram que os Varta não só sobrevivem no Vale, como fazem dele sua própria nação.
Estudos da antiguidade notam que exista Chandravarta e Suryavarta, ou Varta da Noite e Varta do Dia, como eram conhecidos então. Os Varta vistos pela Armada e por outras forças que conseguiram retornar sãs do Vale descrevem os Varta que encontravam todos como Chandravarta, o que leva a maioria dos Acadêmicos Urbani a crer que os Suryavarta não existem mais.