Os Harata sempre foram um povo explorador, mercante e sem territórios. Eles viajavam por Ealetra, fazendo assentamentos temporários em costas indomadas. Cerca de 18250 a.P., os Urbani e os Harata começaram a criar um sistema de cooperação comercial. No começo ele era apenas um sistema de acordos entre o povo Harata e o Reino de Khadija. Logo, tornou-se uma forma de estruturar o comércio que estes povos mantinham com todos que desejavam negociar em paz.
Séculos depois, quando os Beruanos, nômades da região do Beru, ofereceram a infraestrutura necessárias para projetar um sistema monetário robusto e flexível, já quando o Consórcio unia a Federação Erítria, o Reino de Khadija, a Nação Harata e a Confederação do Beru, esse sistema passou a funcionar como o sistema monetário do Consórcio, e eventualmente através da participação da Federação Erítria e a Fáscia de Seldanar, foi extendido para Onachinia, e também nações fora do Consórcio, como Jangunaray.
O sistema é um Livro-Razão encriptado que registra transações em camadas, permitindo processamento e também programação de automação inseridas nas entradas, permitindo contratos autônomos e estrutura de registro replicador. Ele é gerido por uma Inteligência Artificial que deu nome ao sistema como é conhecido modernamente: Razão Global.
Uma moeda para controlar todas
A Razão Global opera sob uma padronização rígida de arquitetura e codificação de contas. As moedas estão distribuídas em camadas hierárquicas, cuja reserva serve da lastro para a camada seguinte.
A Regra do Radical e Hierarquia:
A Base Absoluta (UMGB): A Unidade Monetária Global (UMGB) é a raiz do sistema. Ela não possui subordinação a nenhum radical. Ela serve como reserva principal e para troca de liquidez entre as moedas subalternas na rede, sendo a moeda base de todos os outros radicais.
O Radical de Emissor: Chamados radicais são emitidos para grandes reservas de UMGB. Esses radicais são denominados UM seguido de uma letra, e outra letra é adicionada para completar quatro, como UMFE, UMON, da Federação Erítria e da Confederação de Onachinia, respectivamente.
Derivação de Segundo Nível (Final): Emissores podem criar emissores de segundo nível, como a Federação Erítria criou a UMF1 que é a moeda corrente da Federação, isolada da UMFE que é a moeda que a Federação usa como instrumento de negócio com a Razão Global diretamente.
2. A Fórmula de Conversão e a Regulação Algorítmica
A taxa de conversão (ou o "Preço") de qualquer moeda derivada em termos de UMGB é calculada em tempo real pela Inteligência Artificial da Razão Global. Esta precificação não decorre de flutuações de livre mercado de bolsas de valores clássicas, mas sim de uma fórmula determinística baseada em colaterais, suprimento e risco.
Dinâmica de Arbitragem
A flexibilidade do sistema permite contornar as barreiras econômicas de nações isolacionistas ou que utilizam moedas comerciais convencionais fiduciárias que possuem valor nulo fora de seus territórios. O caso de Tirayon em que o Barão Harata Tegravas utiliza uma emissão de segundo nível, UMT7, e com ela permite que negócios de Carbóleo, e outros produtos possam ser negociados em Tirayon, em troca de negócios feitos com representantes daquele Reino, sem a necessidade de fluxo internacional de moeda fiduciária daquele Reino, já que seriais funcionam offline e podem ser transportados. Esses seriais podem ser negociados em Tirayon, e finalmente serem convertidos em moeda do Consórcio quando saírem de Tirayon.
A Solução via UMT7
Para transacionar nesse ambiente, o Barão Tegravas opera a moeda subalterna UMT7 (radical T, nível subalterno 7).
Aquisição de Liquidez: Um operador local em Tirayon que deseja importar insumos ou Carbóleo deve primeiramente exportar bens tangíveis, serviços ou concessões territoriais para a rede de Tegravas em Tirayon. Em contrapartida, ele é pago em UMT7.
A Execução do Contrato: De posse de UMT7, o operador de Tirayon emite uma ordem de compra de Carbóleo direcionada à rede de intermediação de Tegravas.
Liquidação e Conversão de Moeda de Radical: Tegravas assume a transação e adquire o Carbóleo diretamente de Onachinia (Eletrochinia) utilizando sua moeda principal, a UMTG.
Conciliação com o Razão Global: No nó de liquidação da Razão Global, o sistema de contratos inteligentes desconta o valor correspondente em UMTG das reservas de Tegravas e, através da fórmula de conversão lastreada em UMGB, credita o montante em UMON diretamente nas contas de custódia da Eletrochinia.
Este mecanismo isola os produtores de Onachinia do risco de crédito de moedas locais sem valor externo, ao mesmo tempo em que consolida Tegravas como o garantidor logístico e financeiro inevitável das importações de Tirayon.
O Privilégio da Soberania Monetária
Embora o ecossistema financeiro de Ealetra seja aberto à utilização das moedas padrão UMG1 e UMG2, a Razão Global permite que grandes operadores privados reivindiquem um radical de emissão exclusivo (Camada 1). No entanto, o processo de estabelecimento de uma Moeda Proprietária não se resume à mera posse de um saldo estático. Ele exige aprovação num rigoroso teste intertemporal de solvência e risco operacional.
A Regra de Elegibilidade baseada em VPL
A criação e a homologação de um novo radical de moeda exigem a demonstração de viabilidade financeira de longo prazo. O algoritmo de auditoria preditiva da Razão Global avalia o projeto do proponente sob a ótica do Valor Presente Líquido (VPL) e de um perfil de risco de transações futuras:
A Reserva de Manutenção Mínima: O valor de 5.000.000 UMGB não é o custo de aquisição do radical, mas sim o saldo regulatório intocável que o emissor deve manter permanentemente depositado nos cofres da Razão Global para garantir o lastro de suas operações.
O Teste de Solvência de 5 Anos: Para que a IA aprove a abertura do radical, o proponente deve demonstrar capacidade técnica e fluxo de caixa esperados para manter a reserva por um horizonte mínimo de 5 anos ininterruptos.
Avaliação Dinâmica de Encargos: A análise preditiva de VPL realizada pela Razão Global calcula:
O número esperado de transações diárias e sazonais do novo ecossistema monetário proposto.
Os limites de cobrança de tarifas e regras de taxas que o emissor pretende impor na sua rede de subalternas.
O impacto cumulativo das taxas de manutenção e de processamento de rede que serão debitadas diretamente de suas reservas regulatórias pela Razão Global.
O Custo Real de Entrada: O capital presente total necessário para iniciar e garantir a negociação de um radical é significativamente superior ao saldo mínimo. O proponente precisa depositar um montante inicial que cubra as reservas intocáveis acrescido do prêmio de risco de transbordo e das provisões de custos operacionais calculados pela IA para o período contratual de 5 anos. Caso o VPL projete qualquer risco de a reserva cair abaixo do limite do limite devido a picos transacionais ou ineficiência tributária, o radical é sumariamente negado com preterimento de outros 3 anos.
Casos Notáveis de Emissão Privada Individual:
- A UMAO (Unidade Monetária de Garoana): A moeda proprietária sob o controle de Garoana. Ela recebeu ainda jovem a Fazenda que pertenceu à um conjunto de Barões anteriormente, e representava a Fazenda de Angaraya, o primeiro distrito e assentamento Harata em terra, dentro do Reino de Khadija. Pela antiguidade e tamanho, sua fazenda garanta poder político e econômico dentro da sociedade Harata. Há muito indisputável, recentemente outros Barões tem emergido com poderes políticos e econômicos comparáveis à da Confiança de Angaraya.
- A UMNB (Unidade Monetária de Naburia): A moeda proprietária sob o controle de Naburia. Uma Baronesa supostamente responsável por interesses na região de Sangamá, pouco é conhecido a respeito dela, nem mesmo sua localização ou negócios. Seu poder político é originado pelo sistema eletrônico de inteligência Harata, e seus negócios apenas inferido pelo uso de sua moeda.
- A UMTG (Unidade Monetária de Tegravas): A moeda proprietária sob o controle de Tegravas. Como proprietário do Cântaro Dourado Empreendimentos, ele é a segunda maior fortura entre o povo Harata, e comanda uma Fazenda que inclui povoados na Trifronteira, Magenta e grupos isolados em outras nações.
A UMRV (Unidade Monetária de Ravantes): A moeda proprietária sob o controle de Ravantes. Um negociador astuto, dono dos Fundos de Investimento Luar, ele é a terceira maior fortuna entre os Barões Harata, e comanda uma Fazenda que cresceu tardiamente, incluindo povoados em Jangunaray, o Distrito em terrar compradas no Beru, Cidade do Luar, entre outros povoados menores em outras nações.
A Moeda do Consórcio: UMCS
UMCS é uma moeda comum em Ealetra, utilizada como troca para operadores do Consórcio poderem utilizar recursos nas diversas nações do Consórcio e outras que adotam a Razão Global. Um Harata saindo de Erítria pode converter seu saldo em UMFE para UMCS e posteriormente conversar em UMON, chegando em Onachinia.